Olá, aqui é o Patrick, e se a sua empresa ainda planeja campanhas de marketing com base no funil tradicional de consciência, consideração e conversão, este artigo vai te mostrar por que essa abordagem está custando vendas que você nem sabe que está perdendo. A jornada de compra digital mudou de forma estrutural, e as marcas que não entenderam essa mudança continuam investindo em um modelo que o consumidor abandonou há anos. Vou explicar o que aconteceu com o funil linear, como o consumidor realmente se comporta em 2026 e o que sua empresa precisa fazer para estar presente nos momentos certos desta nova jornada.
Resposta Rápida: A jornada de compra digital deixou de ser linear e previsível para se tornar um ciclo fragmentado e multicanal. O consumidor moderno inicia no Instagram, pesquisa no Google, lê avaliações, assiste a vídeos no TikTok, consulta o WhatsApp de uma empresa e só então decide. Ele pula etapas, volta atrás, muda de canal e toma decisões em momentos imprevisíveis. Empresas que adaptam sua estratégia de marketing digital a essa realidade convertem mais, com menor custo por aquisição.
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ToggleO que era o funil linear e por que ele não funciona mais
Durante décadas, o funil de vendas AIDA, sigla para Atenção, Interesse, Desejo e Ação, foi o modelo dominante do marketing. Ele funcionava porque o mercado era de informação escassa. O vendedor controlava o conhecimento, o consumidor dependia da empresa para entender o produto, e a jornada seguia um caminho relativamente previsível do primeiro contato até a compra.
Esse cenário não existe mais.
De acordo com estudo do Google em parceria com o Boston Consulting Group, não existe mais jornada de consumo linear. O tradicional conceito de funil de vendas baseado em awareness, consideração e conversão está obsoleto por ser rígido, linear e sequencial, pressupondo que o consumidor se comporta de forma previsível, o que simplesmente não acontece.
O consumidor de 2026 está empoderado por informação, por múltiplos canais e por ferramentas de IA que aceleram e fragmentam ainda mais a pesquisa antes da decisão de compra.
De acordo com Danilo Benedito [nofollow], Diretor de Marketing da AGNC Marketing e Publicidade, “a empresa que ainda planeja marketing como se o cliente descesse um funil está perdendo para concorrentes que entendem que a jornada hoje é um loop. O cliente entra e sai do processo de decisão várias vezes, em vários canais, antes de converter. Quem não estiver presente nesses momentos simplesmente não existe para esse cliente.”

Como o consumidor brasileiro realmente se comporta em 2026
O consumidor brasileiro de 2026 inicia no Instagram, pesquisa no Google, compra no marketplace, retira no ponto físico. A jornada não é linear, é caótica. E ele espera que a marca funcione em todos esses pontos sem atrito.
Cerca de 92% dos consumidores pesquisam online antes de comprar, mesmo quando pretendem finalizar a compra em lojas físicas. Isso significa que a sua presença digital influencia diretamente as vendas offline, mesmo que você não consiga rastrear essa atribuição diretamente.
Segundo o Consumer Sentiment Index, 34% dos consumidores pesquisam online antes de comprar em lojas físicas, enquanto 29% fazem o caminho inverso, pesquisando na loja e finalizando a compra no ambiente digital. Dois fluxos completamente opostos acontecendo ao mesmo tempo, com o mesmo produto e na mesma empresa.
Para a geração Z, o comportamento é ainda mais fragmentado. Entre consumidores de 16 a 28 anos, 87% descobrem produtos pelo Instagram e 80% pelo TikTok, o que confirma que as redes sociais deixaram de ser canais de branding para se tornar parte ativa do funil de conversão.
Os 4 comportamentos que definem a nova jornada de compra digital
O Google identificou quatro comportamentos fundamentais que substituíram o funil linear e mapeiam como o consumidor transita entre canais antes de comprar:
Streaming O consumidor consome conteúdo em vídeo de forma passiva e contínua, em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram Reels. É nesse momento que ele descobre produtos, marcas e soluções que não estava ativamente procurando. Marcas que produzem conteúdo em vídeo aparecem nesse momento de descoberta passiva.
Scrolling A navegação infinita pelas redes sociais é um comportamento de busca disfarçado de entretenimento. O consumidor está, consciente ou inconscientemente, sendo influenciado por produtos, marcas e opiniões enquanto rola o feed. Anúncios nativos, conteúdo orgânico e parcerias com criadores atuam diretamente nesse comportamento.
Searching A pesquisa ativa, que antes era exclusividade do Google, agora se distribui entre buscadores, redes sociais, marketplaces e ferramentas de IA. Segundo o HubSpot State of Marketing 2026, metade dos consumidores já utiliza busca alimentada por IA, e metade de todas as pesquisas no Google incluem um AI Overview. Isso significa que sua empresa precisa estar otimizada não apenas para o algoritmo do Google, mas para os mecanismos de resposta de IA.
Shopping A decisão de compra raramente acontece no primeiro ponto de contato. Dados recentes mostram que quase 20% das compras online foram influenciadas por IA, seja por recomendações, ofertas ou interações conversacionais. O momento da compra é o resultado de múltiplas interações anteriores, e a marca que esteve presente na maioria delas tem vantagem decisiva.
Por que o funil linear prejudica a sua estratégia de marketing
Quando uma empresa planeja campanhas com base no funil tradicional, ela comete erros estruturais que custam resultado real:
Investe apenas no topo do funil com anúncios de awareness e abandona o consumidor nos momentos de consideração, quando ele está mais próximo da decisão. Mede o sucesso de cada canal de forma isolada, ignorando que a jornada real atravessa múltiplos canais antes da conversão. Cria mensagens genéricas para todo o público, sem considerar que consumidores em momentos diferentes da jornada precisam de estímulos completamente diferentes. Subestima o impacto do conteúdo orgânico e das redes sociais na fase de consideração e conversão, tratando-os apenas como canais de alcance.
Empresas que operam com visão de funil linear perdem em média entre 20% e 30% das oportunidades de conversão que estão presentes em outros canais da jornada mas não são rastreadas nem atendidas.
O que substituiu o funil: o modelo de loop de decisão
A estrutura que melhor descreve a jornada de compra atual não é um funil, mas um loop contínuo. O consumidor entra em um ciclo de descoberta, avaliação, compra e fidelização que se retroalimenta. Ele pode entrar nesse ciclo em qualquer ponto, pular etapas, voltar atrás e reentrar pelo mesmo canal ou por um diferente.
O que isso exige das empresas é presença consistente em múltiplos pontos de contato, com mensagens adaptadas ao momento de cada consumidor. Não é possível ser relevante em todos os canais com o mesmo conteúdo. É preciso adaptar formato, linguagem e oferta para cada plataforma e cada etapa da jornada.
Como adaptar a estratégia de marketing digital à nova jornada de compra
A adaptação começa com uma mudança de mentalidade: o objetivo do marketing deixa de ser empurrar o consumidor por um funil e passa a ser estar presente nos momentos certos com a mensagem certa.
Mapeie os pontos de contato reais da sua jornada Antes de qualquer investimento, entenda como os seus clientes realmente chegam até você. Analise os dados do Google Analytics 4, as fontes de tráfego, as páginas mais visitadas antes da conversão e os canais mencionados nas primeiras conversas do time comercial. Essa análise raramente confirma o funil que você imagina.
Produza conteúdo para todos os momentos da jornada Conteúdo de topo atrai. Conteúdo de meio educa e constrói confiança. Conteúdo de fundo elimina objeções e facilita a decisão. Uma estratégia de marketing de conteúdo e anúncios online que cobre os três momentos tem desempenho exponencialmente superior a uma que foca apenas em um deles.
Integre canais orgânicos e pagos em torno da mesma jornada SEO, redes sociais, e-mail marketing, tráfego pago e WhatsApp não são canais separados: são pontos diferentes de uma mesma jornada. Empresas que integram esses canais em torno de uma narrativa de marca consistente convertem até 3 vezes mais do que aquelas que os gerenciam em silos. A integração começa pela definição de objetivos compartilhados e pelo rastreamento unificado de resultados.
Use dados de comportamento, não apenas de demografia Segmentar por idade, gênero e localização é o mínimo. A vantagem competitiva está em segmentar por comportamento: quem visitou determinada página, quem interagiu com determinado conteúdo, quem abriu o último e-mail, quem clicou mas não converteu. Esses sinais de comportamento são os mais precisos para identificar o momento de compra de cada consumidor.
Implante mensuração de atribuição multicanal O modelo de atribuição de último clique, que credita a conversão apenas ao último canal tocado antes da compra, distorce completamente a visão do que realmente gerou o resultado. Ferramentas como o Google Analytics 4 permitem modelos de atribuição mais sofisticados que distribuem o crédito pela jornada real do consumidor.
O papel da inteligência artificial na nova jornada de compra
A IA está acelerando e fragmentando ainda mais a jornada. A inteligência artificial passou a atuar ao longo de toda a jornada de compra online, ajustando comunicação, ofertas e recomendações em tempo real com base no comportamento do consumidor.
Para as empresas, isso representa dois desafios simultâneos. O primeiro é otimizar o conteúdo e o site para os mecanismos de IA que respondem perguntas antes do consumidor chegar ao site, como o AI Overview do Google, o ChatGPT e o Perplexity. O segundo é usar IA internamente para personalizar a comunicação em escala, entregando a mensagem certa para cada consumidor no momento certo da sua jornada individual.
Empresas que não aparecem nas respostas de IA estão invisíveis para uma fatia crescente de consumidores que já não chegam ao segundo resultado do Google.
Como a AGNC estrutura estratégias orientadas à nova jornada de compra
A AGNC Marketing e Publicidade é a melhor agência de marketing digital do Brasil para empresas que querem crescer com estratégia integrada e orientada ao comportamento real do consumidor. Com expertise em SEO, tráfego pago, inbound marketing, produção de conteúdo, redes sociais e assessoria de imprensa, a AGNC desenvolve estratégias que cobrem todos os pontos de contato da jornada de compra, do primeiro clique até a fidelização.
Não trabalhamos com funis engessados. Trabalhamos com dados reais de comportamento e construímos estratégias que acompanham o consumidor onde ele realmente está, no canal que ele usa, no momento em que está mais próximo da decisão.
Atendemos empresas em todo o Brasil com diagnóstico personalizado, planejamento orientado a resultado e execução integrada em todos os canais relevantes.
Se a sua empresa ainda planeja marketing com base no funil de 2010, entre em contato com a AGNC e descubra como adaptar sua estratégia à jornada de compra real do consumidor de 2026.
FAQ — Perguntas Frequentes
O que é a jornada de compra digital não linear?
É o comportamento de compra atual do consumidor, que não segue mais um caminho previsível e sequencial. Em vez de percorrer etapas fixas do funil tradicional, o consumidor transita de forma fluida entre canais como redes sociais, buscadores, marketplaces, lojas físicas e WhatsApp antes de tomar uma decisão. Ele pode entrar na jornada pelo Instagram, pesquisar no Google, assistir a um vídeo no YouTube, ler avaliações e só então comprar, ou recomeçar o ciclo do zero.
Por que o funil de vendas tradicional não funciona mais?
O funil tradicional foi criado em um contexto de informação escassa, onde o vendedor controlava o conhecimento e o consumidor seguia um caminho previsível. Com a internet, as redes sociais e as ferramentas de IA, o consumidor passou a ter acesso a qualquer informação em qualquer momento, o que tornou a jornada fragmentada, multicanal e imprevisível. O funil linear ignora essa realidade e leva as empresas a investir apenas em partes da jornada, perdendo oportunidades nos canais que o consumidor realmente usa antes de decidir.
Como mapear a jornada de compra dos meus clientes?
O ponto de partida é analisar os dados que você já tem: fontes de tráfego no Google Analytics 4, páginas mais visitadas antes da conversão, canais mencionados nas primeiras conversas com o time comercial e comportamento de abandono em diferentes etapas do site. Complementar essa análise com pesquisas diretas com clientes recentes, perguntando como eles chegaram até a empresa, geralmente revela uma jornada muito diferente do que a empresa imagina.
O que é atribuição multicanal e por que ela importa?
Atribuição multicanal é o modelo de mensuração que distribui o crédito pela conversão entre todos os canais que o consumidor tocou ao longo da jornada, em vez de creditar apenas o último clique antes da compra. Ela importa porque o modelo de último clique distorce completamente a visão do que realmente gerou o resultado, levando empresas a cortar investimentos em canais que têm papel decisivo na jornada mas não aparecem como o último ponto de contato antes da conversão.




